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Wednesday, July 27, 2011

Benfica estreia a época com triunfo saboroso na pré-eliminatória da Champions


Benfica

2-0

Trabzonspor



Nolito desfez o ferrolho e Gaitán deu uma boa vantagem


Primeiro jogo oficial da época, logo a valer milhões de euros, com a equipa ainda em formação depois de tantas contratações e mudanças de jogadores era visto com alguma precaução pelos adeptos que acorreram ao Estádio da Luz em número de 37 milhares.

O Benfica começou o jogo bastante bem a controlar as operações perante visitantes, mais do que expectantes, com dificuldades de marcação e com a capacidade técnica dos jogadores encarnados a definirem bons lances especialmente pelo lado esquerdo. Num remate de longe a aproveitar uma saída do guarda-redes Gaitán (3') esteve quase a meter a bola na baliza (saiu ligeiramente por cima), num outro lance o cruzamento da esquerda de Gaitán encontrou um defesa turco com dois avançados benfiquistas ao pé...

Com a passagem do tempo os turcos acertaram melhor e o Benfica foi descendo de produção, sem desequilíbrios produzidos pela incorporação dos laterais (que se preocupavam mais em não falhar defensivamente) e Aimar muito marcado por Zokora (viu amarelo) os adeptos encarnados durante o intervalo não podiam deixar de estar algo apreensivos apesar das estatísticas altamente favoráveis aos encarnado: sete pontapés de canto contra zero, onze faltas (e dois cartões amarelos) para os turcos contra quatro (um cartão) para os benfiquistas.

O árbitro não marcara um penalty sobre Cardozo (em abono da verdade daqueles que os árbitros umas vezes marcam e outras vezes não - uma disputa de corpo num lance aéreo com o avançado benfiquista a ser agarrado pelo tronco e ainda por cima com o defesa a saltar por cima dele mas também o assistente assinalou um fora de jogo a Mi
erzejwski (26') num lance em que a bola acabou dentro da baliza encarnada e que me pareceu inexistente (avançado em linha).

O início da segunda parte mostrou o Benfica ainda no plano inclinado descendente mas um lance por volta dos sessenta minutos em que Aimar apareceu à entrada da área em boa posição para fazer golo mas a rematar por cima deu o lamiré para a subida da equipa portuguesa. A entrada de Nolito também coincidiu com esta subida de produção. Num lance de recuperação de Aimar, Saviola à entrada da área atirou ao poste. O jogo apareceu mais dividido mas com mais espaço para jogar e assim a possibilitar jogadas ofensivas com os turcos também a não deixar descansada a defesa encarnada, Artur (que esteve muito bem, salvando até o 2-1 perto do fim do jogo) incluído.

Já com Maxi Pereira em jogo (em detrimento de Ruben Amorim extenuado) e Akgun em vez dee Alanzinho no Trabzonspor o Benfica inaugurou o marcador por Nolito que se internou na área pela meia-esquerda após recuperação de bola de Aimar na zona ofensiva, com o espanhol a rematar com a bola no ar, cruzado, e o guarda-redes turco ainda a tocar com uma mão mas insuficientemente para desviar a bola do caminho da baliza.

Mesmo com o goplo Jesus não recuou na intenção da terceira substituição já planeada antes do golo - saída de Aimar e entrada de Witsel - e o novo reforço belga do Benfica entrou bastante bem no jogo fazendo passes sem precipitação e permitindo bom controlo de bola.

O árbitro é que manteve uma actuação desastrada. Já por duas vezes perdoara o segundo cartão amarelo a Girai Kacar e não assinalou um penalty clamoroso com um corte na área com o braço totalmente esticado evitando que a bola fosse para o isolado Nolito (lance ocorrido dois minutos após o 1-0 e que poderia ter deitado abaixo psicologicamente os turcos em caso de conversão..

Porém, já com o relógio a ameaçar o minuto 90, mais rigorosamente ao minuto 88, após entrada de Witsel pela aresta da grande área do lado direito ofensivo do Benfica a bola sobrou para Gaitán que fez um remate espectacular ao ângulo da baliza de Tolga que destas vez nem com asas poderia lá chegar.

Festejos do segundo golo do Benfica marcado por Gaitán

Concretizava-se um resultado desejado para o Benfica que ainda foi ameaçado perto do final numa jogada desfeita para canto por Artur e depois com uma defesa deste junto a um dos postes após um remate perigoso à queima-roupa.

Consideramos Gaitán the man of the match.

Um bom resultado - dos quinze jogos disputados 2-0 em casa foi o melhor resultado conseguido pelas equipas que jogaram em casa apenas igualado pelo Twente que venceu o Vaslui da Roménia pelo mesmo resultado - que aumenta as probabilidades vitoriosas do Benfica nesta pré-eliminatória mas que ainda não é decisivo porque a equipa turca demonstrou ter bons jogadores: o número 10 Mierzewski a meio campo é muito bom jogador e Paulo Henrique é um avançado muito perigoso.

Estádio da Luz: 37.341
Árbitro: Stephan Studer (SUI)
BENFICA: Artur Moraes, Emerson, Garay, Luisão, Enzo Peréz (Nolito 54'), Gaitán, Aimar (Witsel 74'), Javi García, Rúben Amorim (Maxi Pereira 64'), Saviola, Cardozo.

TRABZONSPOR: Tolga, Glowacki, Serkan Balci, Baytar, Giray Kacar, Alanzinho (Akgun 69'), Mierzejwski (Brozek 85'), Burak Yilmaz, Colman, Zokora, Paulo Henrique.

Golos: 1-0 Nolito 71'; 2-0 Gaitán 88'
Disciplina: 22' Cartão Amarelo para Giray Kacar (Trabzonspor), após falta sobre Gaitán.
41' Cartão Amarelo para Zokora (Trabzonspor), após falta sobre Aimar.
43 'Cartão Amarelo para Rúben Amorim (Benfica), por ter lançado para longe a bola.
56' Cartão Amarelo para Javi García (Benfica) por travar uma jogada de contra-ataque.
74' Cartão Amarelo para Nolito (Benfica) por protestos relativamente ao lance do penalty não assinalado

Wednesday, July 20, 2011

Benfica vence tangencialmente o Toulouse na apresentação da equipa 2011/2012 aos sócios


BENFICA

1-0

TOULOUSE


Muitas indefinições e... vitória quase no fim

A uma semana de distância da estreia a sério em provas oficiais da época 2011/2012 o Benfica apresentou-se aos sócios no Estádio da Luz para jogar contra o 9º classificado da última época do Campeonato francês.

Cerca de 35 mil espectadores num ambiente razoável de afecto para ver um jogo que não deu para entusiasmar nem para esmorecer. Ainda com jogadores que vão ser dispensados a jogarem no onze que iniciou o jogo (e alguns mais nas mesmas circunstâncias a entrarem na segunda parte) o jogo deu para perceber a falta de entrosamento da equipa e a existência de mais vastas opções no plantel encarnado. Falta saber se Jesus (que costuma rodar pouco a equipa) terá capacidade de gestão das expectativas dos jogadores do plantel quando se verificar que jogam pouco tempo... Espero que não aconteça como na época passada que quando foram precisas alternativas a jogadores titulares que se lesionaram os jogadores que entravam estavam "enferrujados"...

A primeira parte teve períodos de muita confusão no meio campo, pouca linearidade e fluência de jogo, mas bons apontamentos de Nolito na esquerda que se tem revelado nesta pré-época como um jogador em destaque. Na ausência ainda de vários jogadores da defesa - ainda que Garay tivesse entrado na 2ª. parte e Emerson a titular na lateral esquerda defensiva - Jesus continuou na aposta de Javi Garcia a central em parceria com Fábio Faria, Abel Almeida jogou na direita. Matic (tem sido o novo jogador adquirido com mais minutos nesta pré-época parecendo aposta séria para titular) a médio defensivo tendo Urreta, Nolito (à esquerda), Bruno César (à direita) como companheiros de sector, Aimar mais avançado e Cardozo. Artur foi o guarda-redes titular, com Eduardo (vindo emprestado do Génova também já presente) a assegurar a defesa da baliza na segunda-parte.

Para além dos apontamentos de Nolito a obrigar o guarda-redes francês Ahamada a apolicar-se por duas vezes a maior oportunidade do Benfica resultou dum centro de António Almeida que Aimar desviou com um toque em jeito, de porimneira, que saiu ligeiramente poor cima. Os fgrancceses tiveram a sua melhor ocasião após uma jogada individuial pela direita do seu jogador norueguês Braaten que finalizou com um cruzamento remate que Artur defendeu com uma palmada, mal, para a frente e Tabanou desperdiçou ma recarga, escorregando acabou por atirar por cima da baliza.

Na segunda parte entraram de início sete novos jogadores no Benfica (só André Almeida, Javi, Emerson e Matic se mantiveram). Com o meio-campo e ataque todo reformulado Gaitán colocou mais velocidade em algumas jogadas individuais mas quem se destacou mais foi Enzo Perez que mostroiu ser um jogador de elevada capacidade técnica. Fez uma assistência perfeita para Saviola exigir mais uma defesa a Ahamada e o Benfica superiorizou-se mais nesta segunda parte à equipa francesa que praticamente não saiu do meio-campo, mantendo postura defensiva predominante.

Em jogadas de bola parada o Benfica ameaçou marcar - Garay atiraria ao poste de cabeça após marcação de pontapé de canto da direita - e perto do final de um livre enviado para área Saviola desviou para o centro da baliza onde de um ressalto surgiu o golo do triunfo encarnado por Jardel (que entrara aos 68' substituindo André Almeida).

Foi um triunfo justo do Benfica porque teve maior domínio do jogo, mas perto dos oitenta minutos do jogo desfrutaram de duas oportunidades flagrantes para marcar: uma após perda de Emerson que foi ultrapassado e hesitou na falta com o remate final de Pentecôte a sair escandalosamente ao lado da baliza após assistência que parecia fatal do português Paulo Machado.

Subsistem, assim, muitas dúvidas quanto à suficiência deste Benfica para ultrapassar o Trabzonbspor na pré-eliminatória da Champions League (segundo classificado com os mesmos pontos do campeão na época passada na Turquia) principalmente porque o Benfica continua com experiências e ainda está longe de definir um onze base. Luisão deve chegar mais cedo - o Brasil já foi eliminado - mas Maxi ainda está em prova e provavelmente até vai à final... Capdevilla ainda não foi apresentado... Será que Javi a central vai ser para durar ou irá retomar a posição de "trinco"? Nesse caso como vai ser a coabitação com Matic? Ou este sai? Cardozo /Saviola parece o duo de ataque que dá mais garantias, mas nesta pré-época nunca estiveram os dois em campo simultaneamente...

No meio-campo nas pontas jogam Gaitán e Jara (os da época passada) ou Nolito e/ou Enzo Perez têm uma palavra a dizer? Bruno César- supostamente o jogador teria melhor curriculum - nos cinco jogos que vimos (este, os dois do Torneio do Guadiana, Servette e Dijon) esteve escondido ou pouco convincente.

Enfim ... muito "matéria-prima" mas a função de produção ainda não está definida e por isso qual será a qualidade do produto?

Na próxima semana vamos começar a saber, mas esta pré-eliminatória é bem perigosa...

BENFICA: Artur Moraes (Eduardo int.), André Almeida (Jardel 68'), Fábio Faria (Garay ao int.), Emerson; Matic (Nuno Coelho 68'), Bruno César (Gaitán ao int.), Nolito (Enzo Perez ao int.), Aimar (Witsel ao int.), Javi García, Urreta (Saviola ao int.), Cardozo (Jara ao int.; Mora aos 80').

Sunday, July 17, 2011

Benfica vence o Torneio do Guadiana



Pelo terceiro ano consecutivo o Benfica venceu o Torneio do Guadiana. Depois de ter vencido o PSG no primeiro jogo por 3-1 o empate desta noite por 2-2 frente ao Anderlecht foi suficiente para o triunfo no torneio beneficiando do empate no jogo de ontem entre belgas e franceses.

Neste torneio o Benfica demonstrou as virtudes e os defeitos deste principio de época. As virtudes relacionam-se com a grande capacidade e diversidade de opções para o ataque, os defeitos relacionados com uma defesa deficitária em termos de qualidade e quantidade de jogadores. Assinale-se a presença de Artur na baliza que mostrou qualidade (e teve de intervir em quantidade). Javi Garcia a central é uma experiência de Jesus que pode até singrar face à aposta de Matic a médio defensivo. Já as laterais defensivas apresentaram muitas limitações faltando Maxi e ainda não estando Fábio Coentrão substituído. É estranho que sendo a saída do lateral esquerdo há muito esperada que ainda não tenha sido contratado (oficialmente pelo menos) nenhum lateral esquerdo apesar de tantos nomes anunciados.

No meio-campo ofensivo e no ataque as opções são mais que muitas ao ponto de ainda não estar delineada a base da equipa. Saviola - considerado o melhor jogador do Torneio - reapareceu muito melhor do que na época passada, marcou golos em ambos os jogos e fez mexer o ataque. Das aquisições Nolito demonstra grande capacidade técnica sendo um jogador muito perigoso no um contra um. Com o PSG fez duas assistências e hoje na segunda parte voltou a mostrar pormenores de grande qualidade.

Após o empate aoi intervalo (golos de Cardozo 11' e Nenê 14'), Jara pôs os encarnados a ganhar ao que se seguiu a expulsão de Armand que fez acentuou a superioridade do Benfica que aumentou o score ao minuto 89' por Saviola.

Frente ao Anderlecht o Benfica inaugurou o marcador por Saviola (16') mas sofreu o empate numa altura de ainda maior perturbação defensiva uma vez que Miguel Vítor saíra há pouco por lesão (entrou David Simão para lateral esquerdo passando Fábio Faria para central). Foi Lukaku que fez o empate beneficiando de uma entrada à queima de Fábio e Faria e saída simultânea de Artur e com um drible bateu os dois e ficou com a baliza aberta. Ao terminar a primeira parte uma grande jogada individual do argentino Suarez fez o 1-2 resultado inesperado face ao maior número de oportunidades dos encarnados - só Jara falhara dois golos em minutos consecutivos.

Ao intervalo cinco alterações no Benfica e nove! no Anderlecht disputando-se o jogo em termos confusos durante os primeiros minutos do recomeço. Depois destacou-se Urreta com desequilíbrios na direita e com a marcação do golo do empate aos 56'. O Benfica dispôs de maior posse de bola mas a decisão no torneio esteve sempre indefinida porque os belgas também criaram oportunidades para marcar o terceiro golo

O Benfica tem de acelerar a definição das opções principais de jogo e integrar rapidamente os jogadores da defesa uma vez que na Champions sofrer golos - especialmente em casa- pode vir a ser fatal. E o Benfica sofre golos há vinte e dois jogos consecutivos...